A fé que move fortunas

Desde a chegada dos Jesuítas no Brasil, a religião institucionalizada esta presente na história do nosso país. Longe de querer me prender a generalizações esquivando de movimentos religiosos como a teologia da libertação no regime militar, ou movimentos isolados de diversos setores cristãos em beneficio do próximo, é imprescindível lançarmos um olhar critico à respeito da constituição de verdadeiros impérios religiosos, a partir da fé de uma multidão alienada. 

O que Deus tem a ver com isso?


Cada pessoa é livre para manifestar a tua fé, e a própria constituição assegura liberdade de credo. No entanto esta mesma constituição adverte que é ilícito o uso do dinheiro arrecadado dos fieis para  fins pessoais.  Na contramão da lei, observamos os patrimônios construídos a partir destas "doações". 


A Igreja Universal do Reino de Deus, por exemplo, compra horários da programação da Rede Record, durante a madrugada, por R$ 300 milhões . Uma quantia que saí diretamente dos donativos e compõe o patrimônio da Rede Record; ambas instituições tem à frente de sua direção o bispo Edir Macedo. 


O Ministério  Público esta avaliando se a compra da emissora Record pelo bispo Edir Macedo foi ilegal, segundo os autos ele utilizou as  doações de milhões de fieis para aquisição da empresa. Paralelo a este fato, outras ações judiciais estão em tramite, vários religiosos alegam danos morais e materiais após vender os seus bens e doa-los a igreja. Fatos como estes  acontecem em diversas religiões. 


Enquanto a constituição adverte que estas instituições não podem ter fins lucrativos e não devem remunerar seus dirigentes, observamos lideres religiosos sobrevivendo com o dinheiro dos fieis. 


Se por um lado a religiosidade compõe o patrimônio cultural e a fé traz inúmeros benefícios as pessoas, é importante observar o comportamento das instituições religiosas para não se tornar vitima do mercantilismo. A fé que move montanhas, tem construído impérios em nome daquele que um dia declamou que o teu reino não era deste mundo.


Arruma tua casa! Vamos receber visita!

A criminalidade em nosso país transforma cidadãos comuns em reféns, dentro de suas próprias comunidades. 

Ao assistir o noticiário, nesta semana, até pensei que ouviria alguma novidade. Que nada! O crime organizado já se estabeleceu nos morros há tempos. O que estamos vendo na TV é só uma guerra para arrumar a casa. Afinal de contas, não fica bem um país que receberá comitivas do mundo inteiro, na próxima Copa,  abrigar tantos marginais. Por vias tortas, enfim, a impunidade terá um fim?

Quando eu vi a imagem de alguns moradores abandonando as suas casas com a roupa do corpo, desviando dos tiros trocados entre policiais e traficantes, eu percebi que inevitavelmente não havia ninguém lutando por eles. Esqueça a declaração do secretário da segurança: "Estamos devolvendo a comunidades para os moradores." Eles estão na verdade assegurando a tranqüilidade comercial da grande festa do futebol. Uma festa que, como diria Cazuza, eles "não fui (foram) convidado(s)"...

Eu sou brasileiro...

Uma pesquisa feita pela empresa República aponta que 78% dos entrevistados afirmam sentir  “orgulho de ser brasileiro”. Nada mal. Batalhador, festeiro, o brasileiro é conhecido mundialmente por sua garra no futebol, o Carnaval em todas as cores, e por ter um presidente (Lula) com um alto índice de aceitação.
Entre estes que foram entrevistado 67% afirmaram que se sentem humilhados pelos  políticos, pelo mau uso das verbas públicas e pela má qualidade dos serviços prestados a população do país.


Orgulho x Vergonha
Embora se envergonhe dos representantes do seu país, 25% dos políticos reeleitos são reús do Supremo Tribunal Federal. Trata-se de uma incógnita que dificilmente uma pesquisa irá solucionar. Afinal, dá pra acreditar em um futuro melhor com estes personagens?



Viajantes solitários

Introspecção... Ou quem sabe fazer novos amigos?



A paulista Cristiane, em um chat para Viajantes solitários, afirma que a vantagem de viajar sozinho é a sensação de liberdade que ela experimenta. 'Eu quero acordar de manhã durante uma viagem e poder escolher ainda no café da manhã ou quem sabe na calçada de uma rua qualquer para onde eu vou. De repente, eu posso ir com alguém que eu simplesmente acabei de conhecer ali no dormitorio ou no café da manhã...ou posso ir com aquela pessoa que está parada no ponto de ônibus com um guia turistico na mão.....ou ainda simplesmente me decidir que eu tô afim mesmo é de ir sozinha".

De acordo com a Revista Turismo o número de pessoas que viajam sem companhia multiplicou nos últimos  anos, o New York times publicou recentemente que uma em cada 10 pessoas que viajam a passeio não levam acompanhantes. 

Trata-se de um excelente nicho de mercado para as agências e uma boa opção para quem quer viajar e esta com receio de ir só.

Apresentamos mais uma Pesquisa eleitoral

 Nas ultimas eleições quem comparou o resultado das pesquisas eleitorais e a apuração das urnas, se surpreendeu com as diferenças entre a estimativa e o resultado divulgado pelo TSE. Após passar o primeiro turno, assistimos novamente pela TV pesquisas mirabolantes que apontam mudanças de intenção de votos constantemente, e que deixam o eleitor confuso e sem perspectiva.

Infelizmente algumas pessoas votam tendo por parâmetro a opinião das pesquisas e inúmeras se incomodam quando o resultado divulgado difere do seu voto. Após a divulgação da ultima pesquisa do Vox Populi, vários internautas no Twitter postaram seu descontentamento, como João Henrique Poppi que postou "Quem acredita no Vox Populi? O resultado da última pesquisa encomendada e tendenciosa é o mesmo que garantia a vitória de Dilma no 1º turno"

O jornalista Marcelo Tas, postou em seu microblog, nesta terça-feira, uma reflexão importante sobre este assunto: "O mundo continua girando e os institutos de pesquisa continuam dizendo em quem nós vamos votar. Em qual pesquisa acreditar?"

O ideal seria que o eleitor não precisasse se guiar por hipóteses e que cada um tivesse por medida o conhecimento que se tem de cada candidato. Uma utopia, podem dizer, que eu espero um dia testemunhar.

Obras de Gil Vicente gera polêmica na Bienal

A coleção "Inimigos"  tem despertado a atenção dos visitantes da 29° Bienal em São Paulo. 
Em uma serie contendo nove desenhos em auto - retrato, o artista Gil Vicente protagoniza  cenas de atentado à diversos líderes no Brasil e no mundo, entre eles o presidente Lula, a rainha Elizabeth, o papa Bento XVI e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
 Veja as imagens da exposição:  









publicadas originalmente em: http://bstumpf.wordpress.com/

 Apologia ao crime X liberdade de expressão


A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu na última semana que os desenhos sejam retirados da exposição por caracterizarem apologia ao crime. 
Em nota a imprensa, os organizadores responderam que "um valor fundamental da instituição é a independência curatorial e a liberdade de expressão" e que "os desenhos citados traduzem um incômodo do artista diante dos modos de representação políticas vigentes".

Uso do celular quadruplicou nos últimos 5 anos

Imagem: divulgação vendas  



Nos últimos 5 anos, o uso da telefonia móvel celular cresceu consideravelmente em nosso país. 
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  (IBGE), o numero percentual dos domicílios que usam somente telefone móvel celular aumentou quatro vezes no período de 2004 à 2009, oscilando de 16,5% para 41,2% de usuários nas residências.

Enquanto o número de indivíduos que utiliza a telefonia móvel aumentou, os usuários da telefonia fixa despencou de 17,5% para 5,8% nesses  últimos cinco anos. É importante ressaltar que este aumento de consumidores da telefonia móvel está concentrado entre as pessoas e 20 a 39 anos de idade, compondo 70% da amostra pesquisada. 


Embora os avanços tecnológicos seja um fato, o acesso a estes produtos permanecem concentrados em determinada fatia da população. Um dos obstáculos encontrados pelos consumidores da telefonia celular é o fato do Brasil ter uma tarifa de celular elevada. 


De acordo com o G1,  no Brasil "o custo por um pacote de 25 chamadas e 30 torpedos é estimado em US$ 42 por mês, comparado a US$ 1 em Hong Kong, US$ 9,8 na Suíça e US$ 14,6 no México".

Voz à procura do eleitor

Cantor do KLB é candidato
Nestas eleições a quantidade de cantores pleiteando uma vaga em Brasilia tem chamando a atenção dos eleitores.

Depois dos cantores Frank Aguiar e Agnaldo Timóteo exercer suas carreiras políticas, outros astros também vão disputar uma cadeira cativa em Brasília pelos próximos 4 anos. São eles, o pagodeiro Netinho de Paula, a funkeira Tati Quebra Barraco, o Kiko do KLB, e o ex- vocalista do grupo É o Tcham, Compadre Washington .

Entre todos os "astros candidatos", quem tem roubado a cena com sua dança no horário político é o cantor Tiririca.

Veja neste vídeo a canção eleitoral deste candidato que despertou boas risadas em milhares de internautas:



Outros olhares e novos conceitos

Segundo o autor Jair Ferreira dos Santos, o ambiente artistico que estamos inseridos está centrado no cotidiano; nas midias massificadas, tecnologia, desigualdades sociais, e no narcisismo hipnotico.

Chegamos ao limite do individualismo, em meio ao ápice das redes sociais. Ironico não? Em varios livros de história, política, e sociologia estes conceitos são previsíveis.

Que de fato, artistas contemporaneos conseguem nos impressionar com sua ousadia e criatividade... É fato constatado. Já não é só a Monalisa, com meus respeitos a Da Vinci, mas milhares de pintores em todo planeta. Dá uma conferida:


YUE MINGUON


Marcelo de Aguiar
Disponível em: http://www.deart.ufu.br/fotoslabpintura.html


Sem autoria
Disponível em:http://artistlevel.org/pt/event/curso-de-pintura-contemporanea

Estrangeiro

O ator americano Sylvester Stallone tem uma extraordinária capacidade de síntese.

Após assistir inumeros Rambos e Stallone Cobra ; o ator que recentemente filmou Os Mercenários no Brasil me surpreendeu relatando sua experiência cinematrogáfica aqui com propiedade: 

“Você pode explodir o país inteiro e eles ainda dizem: Obrigado! Aqui está um macaco para você levar de volta para sua casa” afirmou Stallone.

Talvez os representantes do nosso país nunca tenha se sentido tão hospitaleiro. Pode vir ao Brasil, destruir e fazer o que bem entender que o pacato brasieleiro agradece.

Confesso que desde a minha infancia ao ler a carta de Pedro Vaz Caminha, na aula de história, não vi uma descrição tão interessante quanto a do ator americano. Em ambos os casos, convidativas para apropiar-se de uma país onde o discernimento não é uma caracteristica natural. Afirmou Pedro Vaz Caminha a sua majestade(...) portanto não cuidássemos de aqui por força tomar ninguém, nem fazer escândalo; mas sim, para os de todo amansar e apaziguar (...) esta tática Stallone, fucnionou muito bem há 500 anos atrás.

Espero que o ator não tenha esquecido o macaco que lhe foi dado. Se o enrredo dos filmes de Stallone fossem tão esperituosos como os seus comentários, talvez eles seriam respeitados não só pela galera da musculação, mas também pelos criticos de cinema. Esta aí uma sugestão!

Daqui até a eternidade

O tempo não para.

Vinte anos após o poeta marginal da década de 80 partir em “um trem pras estrelas” seu fiel e escudeiro amigo exagerado embarca no mesmo trem e no mesmo dia.

Hoje nós estamos orfãos dos pensamentos proguessitas que modificou a concepção do rock no Brasil, o som estonteante de garagem. O percursor desta geração foi o Barão Vermelho , no vocal o inconfundivel Cazuza. Ezequiel Neves era o produtor da banda, o primeiro a acreditar no sucesso do garoto prodígo e em uma nova concepção do rock nacional.

Amigos inseparaveis, Ezequiel Neves e Cazuza se distanciaram por 20 anos com a morte do cantor em 1990. Pode ser capricho do destino, mas no dia 7 de julho deste ano, aniversario da morte de Cazuza, Ezequiel Neves morreu vitima de um tumor maligno no cerebro deixando os fãs saudosos dos dois expoentes do rock nacional.

Em entrevista Cazuza afirmou que a letra de Exagerado definia exatamente o amor que ele sentia pelo amigo Ezequiel Neves. Como ele mesmo cantou para o amigo “Amor da minha vida, daqui até a eternidade. Nossos destinos foram traçados na maternidade...” E foi mesmo!

"Narciso acha feio o que não é espelho"


Com os pés descalços, sentado no banco de uma praça, Alessandra está acompanhada do marido, do irmão, e de um amigo cadeirante, que ela afirma ser seu fiel escudeiro. Estas quatro pessoas têm algo em comum. Elas residem em uma praça na cidade de Uberlândia.


A aproximação da equipe de reportagem com o grupo foi suficiente para Alessandra interpelasse com a voz confiante “Quem são vocês?”.

Com a voz apreensiva ela indaga que “Não é bom confiar em jornalistas” e lembra que bastou uma reportagem com moradores de rua na cidade de Campinas, para que ela e os seus companheiros fossem convidados a sair do local e retornar a sua cidade de origem. Além de Campinas em São Paulo, Alessandra e seus amigos já viajaram para Americana, e algumas cidades do interior de Goiás.

“Eu sou feliz aqui!” afirma Alessandra que saiu de casa para morar nas ruas da cidade há dezenove anos. Seus pais residem num bairro periferico da cidade e ela visita eles frequentemente. “Minha mãe já ameaçou me trancar em casa para que eu não voltasse às ruas, mas eu não posso sair daqui, tenho meu marido e eu amo ele”. Ela comenta ainda que por conta de suas escolhas, percebe nitidamente o preconceito e o medo de algumas pessoas e em contrapartida, a boa vontade de outras que oferecem comida ao grupo que se instalou na praça.

Embora o assistente social da prefeitura, Alexandro, já tenha abordado o grupo para que eles saíssem das ruas e fossem encaminhados para um abrigo, Alessandra retruca que não irá e que o prefeito de Uberlândia não tem direito de tirá-la dali, porque ela é tão moradora da cidade quanto ele.

De acordo com outro assistente social que teve contato com Alessandra há alguns anos e preferiu não se identificar, a moradora de rua já foi internada em clinicas de recuperação para dependentes químicos, mas ela fugiu do local que era internada por diversas vezes. “Talvez a liberdade iluda estas pessoas contribuindo para que elas esqueçam as péssimas condições de vida que se encontram” conclui o assistente social.

Atitude Rock

Energia, poesia e muita diversão.

O Rock surgiu no fim da década de 40, nos Estados Unidos, misturando várias carateristicas da cultura negra americana e a popularidade da guitarrra eletrica alcançada na década de 50.

Pouco interessa a velha discussão se o primeiro registro do Rock se deu com Elvis, com ovo, ou com a galinha. Os efeitos sociais do Rock, geração após geração, me faz acreditar que este estilo ainda está sendo contruído em varias possibilidades e subgenêros musicais.


O rock já embalou hinos de liberdade, de amor, igualdade social, criticando abertamente a sociedade e seus preceitos provincianos. Pena que muita gente ainda acredita que o rockeiro é o “Lobo mau”: Desordeiro, bagunceiro, drogado, e aí se vai...

Existem rockeiros, pagodeiros, sertanejos, que se comportam de diferentes formas. Rock não é um rotulo. É um modo alternativo de perceber o mundo em volta. Até porque ser diferente nunca fez mal a ninguém. Vida longa ao Rock!

LIBERDADE DE ESCOLHA?

Nada é mias elementar e fundamental ao ser humano do que a liberdade de escolhas. Impedir o exercício deste direito é comparável a institucionalizar o autoritarismo ideológico e o fundamentalismo despótico, que historicamente foram responsáveis por inúmeros genocídios, e ainda hoje faz vítimas em alguns países do oriente.



Se não defendermos a nossa liberdade quanto direito fundamental ninguém fará isso por nós.

No entanto varias pessoas tem discutido exaustivamente, uma “pseudo liberdade”, que garante o direito de opinião de uma parcela da sociedade, mas que inutiliza a liberdade de outras pessoas.

Em entrevista o vocalista da Banda Detonautas afirmou que ninguém é obrigado a aceitar e a conviver com homossexuais. E não é mesmo. Mas a partir do momento que expomos nossa aversão ao modo de ser de uma pessoa, colocamos a nossa liberdade de conviver ou não com as outras pessoas acima da liberdade de cada um ser como é.



Inicialmente foi tolerado aos olhos do mundo o posicionamento de Adolf Hitler dizendo que o mundo não era obrigado a conviver com a presença dos judeus. Após o holocausto, varias pessoas se demonstraram sensíveis ao genocídio, mas não foi possível resgatar as vidas perdidas pelo preconceito.

Hoje percebemos a formação de grupos de repúdio e intolerância a orientação sexual de cada indivíduo e algumas vezes a TV contribui para isso. Recentemente à marginalização dos grupos sociais em um programa televisivo popularesco tem chamado a atenção. Entre outras pérolas, já teve participantes dete reality show dizendo que o HIV só era transmitido por homossexuais e que um participante descendente de negro “nem era tão negro assim”.



É um equivoco atribuir a liberdade as ações deliberadas de pessoas que proclamam seu preconceito e sua intolerancia ao proxímo.Adimitir atos como estes é dar ao opressor o consentimento de hostilizar e assim oprimir as minorias.

Impossibilitados de ascender às fogueiras, condenar quem não segue sua cartilha, inseri-los em câmaras de gás, que tal institucionalizarmos o preconceito com um novo nome: LIBERDADE DE ESCOLHA! Liberdade?


Um olhar grafitado sobre a cidade

O grafite é uma forma de expressão caligrafada e de desenho pintado em espaços públicos, difundido em nossa sociedade desde o Império Romano. Por volta de 1970 em Nova Iorque, algumas imagens grafitadas nas ruas da cidade ilustravam a opressão social vivenciada no cenário urbano pelos denominados "artistas de rua"

 É possível constatar nestas manifestações mensagens poéticas como as deixadas por Jean Michel Basquiat nos prédios de Manhattan, e também mensagens de cunho político e de demarcação de espaço. O grafite requer técnica e motivação, é comum as pessoas definir esta expressão visual como contravenção e vandalismo, no entanto é preciso salientar que um grafiteiro deve respeitar o espaço comum, exercer seu trabalho em locais apropriados para o grafite, e usar essa técnica para transmitir sua mensagem adequadamente e não para meras rixas territoriais entre gangs, torcidas, ou até mesmo para insultos vulgares e sem propósito. 
Os grafites, como o mostrado na foto acima em Belo Horizonte, entra em contato direto com o cenário urbano possibilitando através da arte uma reflexão social sobre o espaço que vivemos com ousadia e criticidade. Sem a devida permissão para ser realizado, toda forma de expressão nos muros da cidade é crime de acordo com a constituição federal no Brasil. Existe neste aspecto uma linha tênue que separa a denominada "arte de rua" e a "poluição visual". Não se trata de estilo artístico, estético, ou do exercício da liberdade de expressão, mas de se respeitar o espaço de cada indivíduo.

O que está acontecendo?



Catástrofes naturais.
 Nenhum local no planeta está isento de se transformar num cenário de destruição ocasionado por desastres naturais. As belas paisagens que ilustram cartões postais podem protagonizar cenários de desespero e destruição. Nos últimos dias um terremoto no Haiti provocou a morte de milhares de pessoas pertencentes a diversas nacionalidades.
Longe de considerar que esta é uma realidade exclusivamente de outros países, aqui no Brasil, no mês de Janeiro de 2010, um deslizamento de terra em Angra dos Reis provocou a morte de varias pessoas após a comemoração do ano novo. Outras pessoas foram vítimas dos desabamentos e das enchentes que marcaram o início de 2010. Especialistas falam em áreas de risco, mas qual a margem de segurança que temos sobre as catástrofes naturais?
Não existe local isento de riscos.

Em meio aos avanços tecnológicos, a supremacia do homem moderno mediante a evolução digital tornando real o que as civilizações anteriores sequer ousaram imaginar, um tremor de terra, um deslizamento, enchentes provocadas pela chuva, dentre outros efeitos naturais é capaz de tirar a vida de centenas, de milhares de pessoas. Nada mais vunerável do que a sociedade pós moderna e informatizada.
Enquanto vários cientistas discutem se estas catástrofes são ocasionadas pela ausência de preservação ambiental, colocando em questão se o aquecimento global ocorre ou se é especulação política, nós assistimos em nossas TVs desastres ambientais como este, á espera que um dia os avanços científicos nos possibilitem desenvolver ações que reduza os impactos ocasionados por essas tragédias, e quem sabe futuramente o governo não espere que um deslizamento mate dezenas de pessoas e só depois retire os sobreviventes das  áreas consideradas de risco a titulo de solidariedade.

Dois Lixeiros no alto de suas vassouras!

“Que merda. Dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”.
Este comentário feito por Boris Casoy no noticiário da TV Bandeirantes chamou atenção de milhares de telespectadores do telejornal.
Em pouco tempo, o vídeo já estava sendo exibido no youtube para milhões de pessoas que não assistiram a imagem no telejornal; após dois garis manifestarem seus desejos de um "Feliz 2010, com muita paz, saúde, e trabalho", Boris Casoy solta a pérola sem saber que o áudio estaria sendo transmitido para todo país.
É lamentável o preconceito.
Dois garis podem e deve desejar um ano melhor como qualquer outro cidadão no exercício de sua profissão.Mas creio que seria melhor se estes dois garis e tantos outros no país tivessem um pouco mais de respeito pela sociedade afinal, as palavras de Casoy chocam, mas muitas pessoas exercem este desprezo diariamente, e não notam isto. Diversos profissionais sofrem da síndrome da invisibilidade no cenário social, e se hoje estão "no mais baixo da escala de trabalho", esta escala é sinônimo de desprezo nas ações de muitas pessoas.
O tom de Chacota no comentário do jornalista despertou a fúria de inúmeras pessoas, e nem poderia ser diferente. A declaração explicíta de preconceito de um comunicador em um noticiário deixa estarrecido todos que acreditam num país justo e igualitário. Agora é imprescindível que este desejo ultrapasse as barreiras da retórica, do discurso idealista, precisamos valorizar todas as pessoas no exercício de sua profissão diariamente. Está aí, um excelente compromisso para todos os brasileiros neste ano de 2010.

Vídeo com a declração de Casoy está disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=0H9znNpeFao&feature=player_embedded


Capoeira

Luta, dança, e cultura popular! A capoeira, do tupi mato ralo, é uma manifestação cultural originaria da África que teve suas caracteristicas singulares desenvolvida aqui no Brasil. A concepção do capoeirista remete a imagem histórica de um guerreiro sem armas que corporifica o seu protesto em relação a falta de liberdade, e enfrenta seus adversário com sua ginga e seu espírito arteiro.
Hoje as rodas de capoeira resgatam os fragmentos que a memoria nacional não deve esquecer. Os jogos e as danças feitas por diversos capoeirista já não restringem a capoeira a um movimento pelo respeito a cor da pele. Brancos, negros, e mestiços praticam este esporte com a certeza que a luta racial foi a matriz histórica que caracterizou as desigualdades, e que hoje deve sacramentar a convivência de todas as etnias com respeito e dignidade.
A capoeira traduz no presente o respeito que se deve ter entre as etnias, para não se cometer os equívocos históricos que alardeou a memoria de um povo que merece respeito e dignidade em reciprocidade.

Solte as Bruxas!

Halloween.

De onde vem esta comemoração, que diverte e assusta varias pessoas em todo o mundo?



Originalmente o Halloween não tinha relação direta com o dia das bruxas "abrasileirado" ou com as travessuras que os garotos americanos fazem nesta data.

A "Hallow evening", ou noite sagrada se relaciona a festa dos mortos, um culto pagão praticado antes da era cristã e que celebrava ritos entre sacerdotes druida e seus antepassados. Com a era cristã, em 741 D.C, o papa vigente modifica a comemoração do "dia de todos os santos" do mês de maio, e passa para o dia 1 de Novembro. No dia anterior começava as comemorações da festa de todos os santos, que era chamada de All Hallow’s Eve.

O que notamos hoje no Halloween , ou na noite da bruxas, é uma correlação com os mortos que cede espaço para o uso de disfarces, fantasias, brincadeiras, e as tradicionais historias que amedrontam as crianças e divertem a todos.



A sociedade atual evidentemente tornou a data fonte de lucro, a exemplo de tantas outros comemorações.

Na dúvida, se é uma festa santa ou a noite das bruxas...

Solte as bruxas!

Solidão que nada!

Solidão.

Ausência. Espaço para refletir. Introspecção.

Em algum momento você já se sentiu só?


Quando uma pessoa afirma estar sozinha, logo caracterizamos na mente um cenário vazio, sem ninguém por perto. No entanto, "Estar efetivamente só" pode se distinguir literalmente do "se sentir só", mesmo estando em companhia de outras pessoas.


Segundo o IBGE, cerca de 4 milhões de brasileiros moram sozinhos, o equivalente a 9 % da população nacional. Este índice é pequeno se comparado a França em que 50% dos moradores moram sozinhos, ou a Inglaterra em que um terço das casas tem um único morador.

É óbvio que o fato destas pessoas morarem sozinhas não afirma que elas são solitárias. Nada impede que uma pessoa que mora sozinha esteja sempre na companhia de amigos ou pessoas que comparilhe atividades diárias e afins, e que em divergência a isto uma pessoa morando com sua família se sinta só, e sem ninguém para dialogar.

A solidão neste contexto não se restringe a um único siguinificado. De acordo com alguns internautas, participantes de uma rede de relacionamento para pessoas que gostam de viajar sozinhas, o grande "barato" de viajar sozinho é a liberdade e o encontro consigo mesmo. Em uma viagem solitária, os participantes se sentem livres para escolher se isolar em dado momento, ou conhecer novas pessoas e interagir com mundos divergentes.

Esse sentimento também é comum aos que preferem morar sozinho; ao invés de solidão eles ostentam a tranquilidade e o sossego, e ainda oscilam entre a companhia dos amigos e os momentos de introspecção.

Não é necessário estar isolado para se sentir sozinho. E quem está isolado poderá refletir nos momentos de solidão, ou ainda quebrar o vazio se aproximando de alguém. O importante é aproveitar o momento, da maneira que lhe convém.